quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Poesias das Monsões

Momento Híbrido
Escapa-me a ciência da ascensão
Os anjos, discretos como sempre, escondem de mim seus nomes
Onde se ocultou aquela língua de fogo?
Sabia usá-la para cruzar as fronteiras entre as ediundas dimensões
Quantos irmãos me rodeiam!

A humanidade ofuscou minha introversão.
As monsões floresceram palavras e corações
E me sinto contente
         apesar de ansiar pelo Sem Nome

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Querido Irmão Tagore:
Tardo um pouco em escrever-te, mas sei que esta o alcançará.
Como você, amei deuses em tudo o que vi,
E tudo voltava a ser Um.
Meu paraíso é um deserto, adornado com uma árvore de fruto único.
Como-o com meus olhos sem negar meus desejos.
Encanta-me a inperfeição das flores, o desafinado canto dos pássaros, o torpor solar... e desconfio da integridade deste grande lago.
Só a majestade da complexidade humana parece me aborrecer um pouco.
E não compreendo como perco os meios para deste engodo me esquivar.

Esta estação de águas sem fim é um choro inconsolável que atesta nossa áspera fragilidade.

Adoraria privar-me do riso, só por uns dias, sem perder no entanto este contentamento quase que inadequado diante de deus, do sol, da chuva, das florestas, dos homens - e em especial deste grande lago.

Pokhara, Lake Side, 29-07-2010 Nepal

3 comentários:

Arlete Meggiolaro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Arlete Meggiolaro disse...

Amei os poemas alagados, muito embora eu esteja a margem admirando suas proeza.

Com amor da,
Mamma

cidinha disse...

Lindo poema, quanta inspiração!. Adorei esse lugarzinho, queria estar aí agora.
Namaskar!
Cidinha