Estou aqui na capital do Yoga, Rishkesh. Momentos finais aqui nesta Índia arrebatadora. Aqui se respira yoga por todos os lados. Babas por todos os lados pelas ruas, com vacas, macacos, cachorros e o imenso oceano sagrado que é o Gangajii. Nado diariamente nestas águas gélidas e tão poderosas por onde viajam as orações de milhares de hindus que peregrinam até aqui para se banharem.
Um mega evento de Kundalini Yoga está acontecendo na cidade celebrando o 11-11-11 – uma elite de gente muito rica com turbantes brancos e fantasias típicas da tradição causam um imenso falatório por todos os cantos. São em maioria Estados Unidenses e Espanhois, e todos os demais yogues da cidade demonstram total intolerência com estes irmão TÃO diferentes que aterrizaram por aqui só para atestar nossa humana dificuldade de deixarmos as pessoas livres para se expressarem segundo seus corações. Mais alguns milênios e talvez cheguemos mais pertos de uma celebração da Unidade na Diversidade!! Justo aqui, uma das moradas do Kumbamella, um dos festivais mais bizarros do planeta Terra esbarramos com nossos preconceitos.
Outro festival Hindu também está acontecendo, o Gayatri alguma coisa mais… milhares (e pode por milhares nisso) de pessoas de toda a Índia vieram rumo a Haridwar, aqui pertinho, para o banho anual no Ganga… e hoje é o dia principal, com a chegada desta imensa Lua Cheia que tem brincado com nossas mentes. Dona da consciência, das ondas cerebrais… Coisa linda a varriedade de cores destes peregrinos de todo Hindustão.
Eu aguardo um lugarzinho no trem, com uma semana e meia de atraso (se é que isso existe de fato aqui! Mundo fora do tempo) para minha jornada ao Nepal, onde ficarei umas 3 semanas antes de iniciar minha ida à pátria Mãe, Terras Brasilis. O frio na barriga faz as geleiras dos Himalaias parecerem morninhas. rs
Paz, amor, aceitação e unidade na diversidade é meu desejo de hoje a todos que buscam o bem!
Ah… muita gente do bem por aqui. Só pra constar, vim visitar meu irmão muito amado, Navneet, que tem vivido por aqui a maior parte do seu tempo, conheci Caroline, da Irlanda – amável demais da conta, o indiano de Goa, Franscisco, que fala portugues e é portugues-alemão no passaporte. O povo da banquinha de chá, encardidinha mas deliciosa com o gostinho da masala do norte da Índia. Atul, DeaShankar, Dipesh e o Jitu. Rolou um apeguinho
2 comentários:
cara, que coisa maravilhosa
Ai ai ai ai...está chegando a horaaaaaaa, o dia já vem raiando meu bem e tenho que ir embora. Quem parte leva saudades de alguém!
Namaskar!
beijos
Cidinha
Om Shanti.
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