quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Lago Luz

Khahare, Pokhara – Nepal / 28 Nov. 2011

O lago é uma jóia brilhante. A luz é estourada e branca, como se houvesse uma película sobre a paisagem. O arroz foi colhido e o campo tem um verde queimado, o frio vem devagar.

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Saudae à Saudade.

Um dia disse a uma amiga que havia esta palavra na minha língua materna que não existia em nenhuma outra. Saudade! Ela pergunta qual a tradução. Demoro um pouco para elaborar minha versão – tem hora que o plágio ou a citação não dá conta de traduzir a experiência pessoal.

Quando a lembrança faz presente o que se encontra distante.

E isso dói? Pergunta ela.

Às vezes incomoda, outras vezes faz rir, tem momentos que até deixa meio ébrio. Varia, digo.

Minha mente agora viaja em muitas imagens de faces e lugares por onde passei; sons, cheiros, temperaturas… um mundo tão simultâneo. Percebo que em certos instantes lembro do que se sucedeu, em outros, no entanto, me faço presente com alguém, em algum lugar. Me espanto um pouco quando tenho saudade do futuro. Como agora, estou morrendo de saudade do Lago Fewa, do Nepal, em minha casa em Caraguá, onde um outro eu se senta, e lembra.

Saúdo o Tempo Fora do Tempo.

Aho!

 

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By the way, o bebê de Apsara e Prem nasceu a 5 dias atrás!

Parabéns meus amigos!!

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